Na fábula de Hans Christian Andersen, um rei vaidoso foi enganado por um falso alfaiate que prometeu costurar a roupa mais bela do mundo — mas com um detalhe: só os inteligentes poderiam vê-la. Com medo de parecer burro, o rei fingiu ver o que não existia. Seus súditos, igualmente receosos, fizeram o mesmo. No fim, foi uma criança, com sua pureza, quem disse a verdade em voz alta: “o rei está nu!”. A ilusão foi desfeita por quem ainda tinha coragem de ver o óbvio.
Essa história serve como um espelho para a situação atual do governador Carlos Brandão. Cercado por aliados que dizem “amém” a tudo, ele parece viver em uma bolha, afastado da realidade política e popular. Ao tentar sabotar a candidatura de Filipe Camarão — que representa uma continuidade sólida do governo de Flávio Dino e de seu próprio – Brandão,na prática, está abrindo caminho para a oposição crescer e conquistas espaço.
Enquanto Brandão se apoia em bajuladores que só pensam nos próprios interesses, esquece que o povo não é bobo. Assim como na fábula, pode chegar um momento em que alguém, com a mesma clareza da criança, diga: “o rei está nu!”. E quando isso acontecer, talvez já seja tarde demais. Ele corre o risco de perder tudo: mandato, grupo político e respeito.
Porque no fim das contas, quem só escuta o que quer ouvir, acaba sendo enganado até por quem finge estar costurando a verdade.
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