Vice-líder do governo na Câmara acusa senador de trair o país e os próprios eleitores e afirma que candidatura presidencial buscava garantir proteção contra a Justiça

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder do governo Lula na Câmara, classificou como um ato de “covardia e traição à pátria” a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, noticiada nesta terça-feira (27), dois dias após sua derrota nas eleições presidenciais. Investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio descumpriu a determinação judicial de entregar seus passaportes à Polícia Federal, que cancelou os documentos na manhã de hoje.

Para Márcio Jerry, a saída do país expõe o que considera o verdadeiro propósito da candidatura de Flávio Bolsonaro. “Não tinha plano de governo, tinha plano de se proteger no cargo, caso eleito, e um plano de fuga, como ocorreu com a derrota”, afirmou.

O deputado também criticou o despreparo do senador para a Presidência da República e classificou a atitude como uma traição aos eleitores. “É uma atitude que mostra de maneira muito clara o quanto ele é despreparado para disputar a Presidência da República, quanto mais para ser presidente. É também um ato de traição à pátria e aos que, de boa-fé, mesmo iludidos, votaram nele”.

Na avaliação de Jerry, a decisão de deixar o Brasil após a derrota eleitoral tem um significado que vai além da tentativa de escapar das investigações. “É um ato de covardia, de traição, algo absolutamente vergonhoso. E o mais grave é que se trata de uma confissão clara e inequívoca: ele sabe o que fez e tem medo da Justiça brasileira”, afirmou. “Quem não deve não teme, Flávio Bolsonaro. Fugiu para conspirar contra a própria pátria depois de ter perdido a eleição”, declarou.