O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu no domingo (16) a circulação de um vídeo antigo usado nas redes sociais para acusá-lo de utilizar estrutura pública de segurança durante uma ida à praia. Dino mostrou que as imagens foram gravadas em maio de 2023, quando ainda não era ministro do Supremo, e afirmou que o veículo que aparece no registro era particular.

A gravação voltou a circular em meio à repercussão das investigações da Polícia Federal sobre o acesso e o repasse ilegal de informações relacionadas à segurança de Dino e de seus familiares no Maranhão. A PF apura, entre outros pontos, o monitoramento de deslocamentos e a divulgação de informações sobre veículos utilizados pela segurança do então ministro.

Ao responder à publicação, Dino destacou a própria data registrada nas imagens. “Informo, mais uma vez, que esse vídeo em que apareço na praia — abrindo a porta de um carro — é bem antigo, quando não era ministro do STF. E aquele carro mostrado é particular”, escreveu. Dino tomou posse no Supremo somente em fevereiro de 2024.

O ministro também rebateu o argumento de que a presença de agentes de segurança em momentos de lazer configuraria irregularidade. Segundo ele, a proteção de autoridades ameaçadas não pode ficar restrita ao expediente ou ao ambiente de trabalho. “Assassinos e criminosos em geral não respeitam locais de lazer e o horário de expediente normal dos servidores públicos”, afirmou.

Dino relacionou ainda a circulação de informações falsas ao aumento das ameaças contra autoridades. Segundo o ministro, a “indústria criminosa de fake news e manipulações” alimenta um ciclo de ódio, ataques e necessidade crescente de segurança. Recentemente, publicações com ameaças ao ministro foram encaminhadas às autoridades, enquanto investigações da PF avançam sobre a obtenção e divulgação de informações relativas à sua segurança.

Ao final, Dino cobrou a correção das informações divulgadas sobre o episódio. “Sobre essa mentira do vídeo na praia — que é de 2023 e com carro particular — espero que jornalistas, comentaristas de TV e demais autores de postagens corrijam, em nome da ética”, escreveu. Para o ministro, “o cumprimento das leis, a boa apuração jornalística e a reflexão serena” são essenciais para a defesa da liberdade.