A paralisação dos trabalhadores da Maxtec, empresa terceirizada que presta serviços para a Secretaria de Estado da Saúde (SES) no Maranhão, expôs mais uma vez a crise enfrentada por profissionais responsáveis pela manutenção da estrutura da saúde pública no maranhão. Funcionários denunciam atraso salarial desde abril, além da falta de pagamento do ticket alimentação, situação que levou à suspensão das atividades nesta semana.

Segundo relatos dos trabalhadores e representantes sindicais, os atrasos têm se tornado recorrentes ao longo do último ano. Durante o ato realizado em frente à sede da Secretaria de Saúde do Estado, funcionários afirmaram que já não conseguem manter as despesas básicas de casa diante da ausência de pagamentos.

“É uma falta de respeito com os trabalhadores. Tem mãe de família que sai cedo de casa, deixa os filhos para trabalhar e, no fim do mês, não recebe salário”, declarou uma representante sindical durante a manifestação.

Os profissionais da Maxtec atuam em serviços considerados essenciais para o funcionamento das unidades de saúde, como limpeza, organização e manutenção dos espaços públicos. A paralisação preocupa tanto trabalhadores quanto usuários do sistema, já que a interrupção desses serviços pode comprometer o atendimento em hospitais e demais unidades administradas pelo Estado.

Ainda de acordo com o sindicato, esta não é a primeira mobilização organizada pela categoria. Os trabalhadores cobram uma resposta urgente da empresa terceirizada e também da Secretaria de Saúde, apontada como corresponsável pela fiscalização dos contratos.

Durante o protesto, os manifestantes alertaram que, caso o problema não seja solucionado rapidamente, novas paralisações poderão ocorrer e atingir um número ainda maior de setores da saúde pública estadual.

Até o momento, nem a Maxtec nem a Secretaria de Estado da Saúde se pronunciaram oficialmente sobre as denúncias de atraso nos pagamentos.