O pagamento do novo salário mínimo começa nesta segunda-feira (2), trazendo alívio para milhões de brasileiros. O valor passa a ser de R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao piso anterior, o que representa um reajuste de 6,79%, acima da inflação registrada no período. O novo valor é referente ao mês de janeiro e já começa a ser sentido no bolso de trabalhadores, aposentados e pensionistas que recebem o piso nacional.

O reajuste foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro e segue a política de valorização do salário mínimo retomada pelo governo federal. O cálculo considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento da economia brasileira, respeitando os limites do arcabouço fiscal. Mesmo com o teto que restringiu um aumento maior, o novo piso garante ganho real aos trabalhadores, reforçando o compromisso do governo com a recomposição do poder de compra da população.

Durante a cerimônia que marcou os 90 anos do salário mínimo, em janeiro, Lula destacou que o valor ainda é baixo, mas reforçou que o caminho é avançar. Para o presidente, o salário mínimo tem um papel central na vida dos brasileiros mais humildes, especialmente mulheres que atuam como trabalhadoras domésticas e aposentados que dependem exclusivamente desse valor para sobreviver. Segundo ele, melhorar a renda dessa parcela da população é uma dívida histórica do país.

“Vamos ter que continuar trabalhando para aumentar o salário mínimo”, afirmou Lula, ao defender uma política permanente de valorização. O presidente ressaltou que garantir condições dignas de vida ( como moradia, alimentação e liberdade de ir e vir ) deve ser um objetivo constante do Estado brasileiro.

Além dos trabalhadores da ativa, o novo valor também reajusta benefícios como aposentadorias do INSS no piso, seguro-desemprego e abonos do PIS/Pasep. Com isso, o início do pagamento do novo salário mínimo marca mais um passo do governo Lula na tentativa de reduzir desigualdades e fortalecer a renda de quem mais precisa.