Um homicídio registrado em São Luís, em 2022, voltou ao centro do debate público — agora sob investigação da Polícia Federal.

O caso, que inicialmente foi tratado como um crime isolado, passou a levantar novas suspeitas após o surgimento de depoimentos que apontam possível ligação com um suposto esquema de cobrança de propina envolvendo contratos públicos no Maranhão.

Um dos pontos que mais chamam atenção é a presença de Daniel Brandão (Itapary), sobrinho do governador Carlos Brandão, em uma reunião com os envolvidos minutos antes do crime. À época, ele ocupava cargo no governo estadual e hoje preside o Tribunal de Contas do Estado.

Mesmo com a confirmação de que esteve no local, Daniel nunca foi ouvido pela Polícia Civil, mesmo após quase quatro anos do ocorrido — um detalhe que levanta questionamentos sobre a condução da investigação inicial.

Com a entrada da Polícia Federal, o caso ganha uma nova dimensão. A apuração deixa de estar restrita ao âmbito estadual e passa a considerar possíveis conexões com práticas de corrupção.

Segundo informações que chegaram às autoridades, o crime pode ter sido motivado por um impasse envolvendo valores ligados a um pagamento de contrato público. Essas circunstâncias ainda estão sendo analisadas.

Procurado, Daniel Brandão nega qualquer irregularidade e afirma que tem sido alvo de tentativa de extorsão.

A investigação segue em andamento.