O governo do Maranhão oficializou a saída de integrantes do primeiro escalão e de dirigentes de órgãos estratégicos por causa do prazo de desincompatibilização eleitoral, exigido para quem pretende disputar as eleições de 2026.

Ao todo, 16 nomes deixaram cargos na estrutura estadual para se colocar oficialmente no tabuleiro da próxima disputa. A medida segue a legislação eleitoral, que determina o afastamento prévio de agentes públicos que querem concorrer a cargos eletivos.

A lista reúne nomes com peso político dentro do Palácio dos Leões e mostra que a sucessão de 2026 já começou a mexer diretamente na composição do governo. Entre os exonerados estão auxiliares que ocupavam áreas centrais da administração, como Casa Civil, Saúde, Planejamento, Articulação Política e Assuntos Municipalistas.

Entre os nomes que mais chamam atenção está o de Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas e apontado como nome do grupo governista para a sucessão estadual. A saída dele do cargo reforça o avanço das articulações em torno da disputa pelo comando do Palácio dos Leões.

Também deixaram o governo Sebastião Madeira, da Casa Civil; Tiago Fernandes, da Saúde; Bira do Pindaré, da Agricultura Familiar; Yuri Arruda, da Cultura; Vinícius Ferro, do Planejamento; Júnior Viana, da Articulação Política; Washington Oliveira, da Representação Institucional no Distrito Federal; Natassia Weba, da Ciência e Tecnologia; Abigail Cunha, da Secretaria da Mulher; Paulo Casé, do Desenvolvimento Social; Luís Henrique, do Trabalho; Wolmer Araújo, da Pesca; além de Cricielle Aguiar, do Iema, Francilene Paixão, da Agerp, e Anderson Ferreira, do Iterma.

A movimentação não atinge apenas o núcleo político do governo, mas diferentes áreas da administração, passando por setores sociais, econômicos, culturais e de desenvolvimento rural. Na prática, a lista expõe como a máquina estadual começa a ser reorganizada antes mesmo da abertura oficial da campanha.

Com as exonerações, o governo agora terá de promover substituições para manter o funcionamento das secretarias e órgãos atingidos. Ao mesmo tempo, os bastidores passam a se voltar para o destino político de cada um desses nomes e para o papel que terão na montagem das chapas e alianças de 2026.