Uma denúncia publicada nas redes sociais aponta que moradores do Assentamento Planalto 1, no município de Açailândia, no Maranhão, teriam sido atingidos por pulverização de agrotóxicos em áreas próximas à comunidade rural.

Na publicação, o ativista Diogo Diniz Cabral afirma que moradores teriam sido atingidos pela deriva de veneno após a aplicação de agrotóxicos em áreas próximas ao assentamento. O episódio foi descrito como parte de uma “guerra química” contra comunidades rurais e populações tradicionais do estado.

O ativista também pede investigação e providências das autoridades diante da gravidade das denúncias, que envolvem riscos à saúde dos moradores e impactos diretos na produção agrícola das famílias que vivem no assentamento.

A situação denunciada nas redes sociais ocorre em meio a um cenário mais amplo de conflitos relacionados ao uso de agrotóxicos no Maranhão. Relatórios de organizações sociais apontam que diversas comunidades rurais têm sido afetadas pela pulverização aérea ou terrestre de pesticidas, muitas vezes lançados por aviões ou drones sobre áreas habitadas.

Levantamentos de entidades como a Rede de Agroecologia do Maranhão e a Federação dos Trabalhadores Rurais indicam que centenas de comunidades já foram impactadas por agrotóxicos no estado, com relatos de contaminação de pessoas, plantações e fontes de água.

Além dos danos ambientais, moradores relatam sintomas de intoxicação, perda de safras e prejuízos à segurança alimentar das famílias que dependem da agricultura familiar.