A recusa do presidente nacional do PT, Edinho Silva, em apoiar a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao governo do Maranhão abriu uma nova frente de tensão no grupo do governador Carlos Brandão (sem partido). Após ouvir o “não” petista, aliados relatam que o chefe do Executivo maranhense convocou uma reunião emergencial com integrantes da família e do núcleo político mais próximo para rediscutir os próximos passos da sucessão estadual.
Nos bastidores, a decisão do PT já vinha sendo sinalizada. Edinho afirmou a petistas que a sigla não tem condições de apoiar o sobrinho do governador, defendendo a busca por um nome de consenso no campo lulista no estado. A posição gerou desconforto entre aliados de Brandão, que passaram a questionar o peso político do comando exercido por Marcus Brandão, pai de Orleans, nas articulações locais.
A reunião prevista para este fim de semana elevou as especulações sobre uma eventual retirada da pré-candidatura de Orleans e a possibilidade de reposicionamento do grupo governista.
Contrariando o poderoso irmão Marcus o governador já teria demonstrado inclinação em atender a pedidos feitos pelo presidente Lula para ele renunciar em abril e ser candidato ao senado. A proposta também é defendida no núcleo familiar pela primeira dama Larissa Brandão.
É aguardar e conferir.