A operação da Polícia Federal que alcançou o empresário Eduardo DP tem potencial para travar e até inviabilizar a candidatura de sua esposa, Larissa DP, a deputada federal pelo MDB. A avaliação tem sido compartilhada até na cúpula partidária, além de ser muito ventilada em todas as rodas políticas.


A campanha de Larissa DP vem se destacando pela estrutura gigantesca de dinheiro que mobiliza em todo o estado. Segundo apurado pelo D98 a campanha é uma das mais caras da história política do Maranhão. “Eduardo DP tem conseguido apoios do nada para a esposa através de pagamentos feitos a lideranças em cidades de todas as regiões do Maranhão”, avaliou sob condição de reserva um deputado estadual.

Origem da investigação

A operação da Polícia Federal que alcançou o empresário Eduardo DP tem desdobramentos que remontam a investigações iniciadas em 2022. Naquele ano, durante a Operação Odoacro, o empresário foi preso sob suspeita de envolvimento em desvios de recursos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ocasião em que mais de R$ 1 milhão em espécie foram apreendidos.

Segundo informações da investigação, o celular de Eduardo DP foi apreendido pelos agentes e, a partir da análise do aparelho, a Polícia Federal identificou conversas com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. As mensagens deram origem a novas linhas investigativas que culminaram na Operação Afluente, deflagrada nesta quinta-feira (25), ampliando o alcance das apurações e aumentando a pressão política sobre aliados e pessoas próximas aos investigados.

Candidatura avariada

Os desdobramentos da operação policial podem jogar por terra a pretensão do controvertido empresário em eleger a esposa Larissa DP a deputada federal e o irmão Alfredo Júnior também a deputado federal pelo vizinho estado do Tocantins. O potencial destrutivo da investigação é visto por lideranças políticas como um fator capaz de comprometer a viabilidade eleitoral do grupo nas eleições de 2026.