A tentativa de criar um “fenômeno das redes sociais” para o pré-candidato Orleans Brandão (MDB) foi desmascarada por dados do próprio Instagram. Um perfil que despeja conteúdos favoráveis ao sobrinho do governador desde o dia 28 de janeiro carrega um histórico que revela o desespero da campanha. Embora ostente mais de 100 mil seguidores, a conta foi criada em abril de 2014 e já mudou de nome 18 vezes, o que comprova que o perfil foi adquirido no mercado paralelo para simular uma relevância que não existe na vida real.

O uso de perfis reciclados é um sintoma claro da falta de adesão orgânica à candidatura de Orleans. Como não há trajetória política ou carisma que atraia o público espontaneamente, a estratégia do grupo palaciano foi comprar uma audiência antiga, construída para outros fins, e tentar “converter” esses seguidores em apoiadores políticos. Na prática, a página é apenas um número vazio, já que o público original não segue o perfil por causa do candidato, mas por conteúdos de proprietários anteriores.

Essa tática de “maquiagem digital” reforça a tese de que o projeto Orleans Brandão é baseado em aparências e armação. Enquanto o grupo ligado ao Palácio dos Leões tenta vender a imagem de um jovem líder conectado com as massas, os registros de transparência da plataforma mostram uma operação montada para enganar o eleitor.

A revelação das 18 trocas de nome e da data de criação da conta desmonta a narrativa de um movimento espontâneo de apoio. O episódio expõe uma candidatura “fake” desde o berço, que precisa de fábricas de seguidores e perfis comprados para tentar esconder o deserto de votos que enfrenta. Para o eleitor maranhense, fica o alerta: o suposto sucesso digital do pré-candidato é, na verdade, um castelo de cartas sustentado por contas compradas e engajamento artificial.