O jornalista Leonardo Sakamoto afirmou que o afastamento de Daniel Brandão da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) é “o mínimo necessário” diante da gravidade das suspeitas investigadas no estado. O comentário foi feito na última segunda-feira (17), no UOL News, após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento por seis meses do sobrinho do governador Carlos Brandão.

Sakamoto foi além ao avaliar o conjunto das investigações. Para ele, o caso envolve suspeitas sobre justamente um órgão responsável por fiscalizar o uso do dinheiro público. “O afastamento do Brandão é o mínimo necessário para tentar começar um processo de moralização”, afirmou. Na sequência, classificou o cenário investigado como relacionado ao crime organizado e falou em uma “organização criminosa que se apossou do Estado maranhense”.

O colunista também criticou as tentativas de reduzir o episódio a uma briga política ou de tratar as investigações como uma ofensiva contra o grupo do governador. Segundo Sakamoto, esse tipo de reação tira o foco da dimensão das suspeitas, que envolvem desvio de dinheiro, pagamento de propina e relatos sobre pessoas armadas. “Eu não sei se vocês estão tendo a devida proporção de quão grave é tudo isso”, afirmou.

A manifestação amplia a repercussão nacional da crise envolvendo o TCE-MA e o grupo político de Carlos Brandão. Daniel Brandão foi afastado da presidência do tribunal por seis meses em meio às apurações que chegaram ao Supremo. Para Sakamoto, a medida não encerra o problema: representa apenas o primeiro passo para enfrentar a gravidade dos fatos que estão sendo investigados.

Veja a análise de Leonardo Sakamoto no UOL.