A Polícia Federal realizou buscas, nesta quinta-feira (13), em empresas ligadas ao grupo Brandão, entre elas a Vigas e a Liquigás, durante a Operação Monte Sinai. As diligências alcançaram São Luís e municípios do interior, incluindo Colinas, reduto político da família Brandão. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos, três na capital e seis no interior do Maranhão.

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária. Entre os focos estão possíveis irregularidades na aplicação de recursos de emendas parlamentares federais destinados a obras de infraestrutura e o uso indevido de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e outras obras, apesar de essas verbas serem vinculadas à educação.

Além das buscas, foram autorizados bloqueio e sequestro de bens e valores e a proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos. A investigação teve início a partir de análises realizadas pela Receita Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A presença da PF em Colinas, base histórica da família Brandão, e em empresas ligadas ao grupo amplia o peso político da operação. A Vigas, em especial, já aparece em contratos de infraestrutura executados durante o governo Carlos Brandão e em questionamentos envolvendo recursos do Fundef/Fundeb, justamente uma das linhas agora investigadas pela Polícia Federal.