Duarte Júnior não deve mais disputar a reeleição para deputado federal pela federação União Brasil/PP.

A movimentação começou depois da saída de Juscelino Filho do União Brasil. Com isso, Duarte decidiu deixar o PSB e passou a tentar filiação ao União, partido que hoje está federado com o PP.

Mas, segundo informações de bastidores, a entrada do deputado foi barrada. O nome de Duarte teria sido vetado pela deputada federal Amanda Gentil, atual presidente do PP no Maranhão e filha do ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil. A avaliação interna seria de que a chegada dele poderia ameaçar a vaga de Amanda na disputa.

Também circulou nos bastidores a informação de que o veto teria partido do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

Recentemente, em entrevista à Band News, Duarte Júnior fez críticas duras ao que chamou de relação próxima demais entre parlamentares e o sistema financeiro. Ao citar investigações da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, ele afirmou que Ciro Nogueira teria atuado para favorecer o Banco Master por meio de emendas parlamentares fora do padrão.

Na entrevista, Duarte chegou a dizer que “um senador deve servir ao povo e não atuar como office-boy de luxo de banqueiro”.

Apesar disso, uma liderança do PP negou ao blog do John Cutrim qualquer participação de Ciro Nogueira no caso.

Segundo esse integrante do partido, Duarte vinha conversando com diferentes grupos sobre filiação e só decidiu buscar o União Brasil depois que Juscelino Filho deixou a sigla, vendo aí uma chance maior de se reeleger.

Ainda de acordo com essa versão, a federação já tinha um planejamento interno para eleger dois deputados e, com chance, um terceiro nome com menos votos. A entrada de Duarte, porém, poderia desorganizar essa conta, porque outros pré-candidatos poderiam desistir da disputa, enfraquecendo a nominata e reduzindo as chances do grupo.

A mesma fonte afirmou ainda que há insatisfação dentro do União Brasil com Duarte por causa da atuação dele na CPMI do INSS. Segundo o relato, ele foi indicado pelo partido para a vice-presidência da comissão dentro de um acordo político, mas não teria cumprido os compromissos assumidos.

Com a janela partidária se encerrando no próximo dia 4 de abril, Duarte Júnior agora busca uma nova legenda para tentar a reeleição à Câmara Federal. Entre as possibilidades, MDB e Podemos aparecem como os caminhos mais prováveis.