O lançamento da pré-campanha de Orleans Brandão ao Governo, marcado para sábado, está sendo alvo de graves denúncias de uso da máquina pública e coerção. Relatos e áudios que circulam nas redes sociais apontam que o governador Carlos Brandão tem utilizado telefonemas diretos a prefeitos em um tom que, segundo gestores, beira a ameaça, visando garantir presença obrigatória e apoio político ao seu sobrinho no evento.

O clima nos bastidores é de pressão total, com o governador condicionando a continuidade de parcerias e repasses institucionais à adesão irrestrita ao nome de seu sobrinho. A estratégia, vista como um “atropelo”, tem causado desconforto entre lideranças políticas que se sentem acuadas e temem retaliações contra seus municípios.

Dentro do governo, a situação é ainda mais ostensiva. Informações dão conta de que o evento terá um controle rigoroso de quem é quem: cada secretaria foi orientada a identificar seus servidores com itens fixados nas camisas. Mais do que isso, a organização estaria distribuindo vestimentas padronizadas por cores, permitindo uma fiscalização imediata de qual secretaria está “mais presente”.

A prática, que remete a métodos de controle típicos de governos coronelistas, levanta um alerta para órgãos de fiscalização e controle eleitoral.

A tentativa de transformar o funcionalismo público em uma “massa de manobra” colorida contrasta com a falta de experiência política do pré-candidato imposto pela família Brandão , gerando ainda mais críticas ao sobrinho do governador.