As peças do tabuleiro político do Maranhão estão a postos, e dois aliados de Brandão aguardam o sinal verde do governador. A pré-candidatura do ministro do Esporte, André Fufuca (PP), ao Senado Federal entrou de vez na zona de incerteza dentro da base governista no Maranhão. O avanço do projeto depende diretamente das definições do governador Carlos Brandão, que permanece como o principal avalista na montagem da chapa majoritária de 2026.
O mesmo ocorre com o senador Weverton Rocha (PDT), que já vem sendo rifado por aliados em razão do escândalo do INSS.
O tema ganhou força após a repercussão de um episódio de podcast do ex-secretário Rogério Cafeteira, que circula nos bastidores políticos e nas redes sociais. No conteúdo, é relatada a pressão para que Brandão dispute o Senado, movimento que, se confirmado, reduziria drasticamente o espaço para Fufuca dentro do mesmo campo político.
Segundo a análise apresentada no programa, a eventual candidatura do governador transformaria a corrida pelas duas vagas em uma disputa interna na base, obrigando aliados a escolher lados e deixando o ministro sem a garantia de figurar na chapa principal.
A fala destacada no podcast reforça uma avaliação já consolidada entre lideranças: a eleição para o Senado está totalmente vinculada ao projeto de sucessão ao Palácio dos Leões.
Isso porque Brandão tem três caminhos possíveis:
disputar o Senado e ocupar uma das vagas naturais da base;
permanecer no cargo para eleger um sucessor e definir quem entra na chapa;
construir uma composição que contemple apenas nomes de sua confiança.
Em qualquer desses cenários, a viabilidade eleitoral de Fufuca passa necessariamente pelo aval do governador.
Fufuca tem viabilidade eleitoral, mas não tem a garantia política. E Weverton… de acordo com Cafeteira, “tá queimado”.