A reunião do grupo político liderado pelo governador Carlos Brandão acontece sob um fato já evidente nos bastidores: a família Brandão chega dividida. De um lado, consolidou-se um bloco formado por Larissa Brandão, Daniel Brandão, Zé Henrique Brandão e a mãe, Heloísa Brandão defendendo uma mudança de rumo político e a reorganização do projeto eleitoral do grupo. Do outro, aparecem isolados Marcos Brandão e Audreia, sustentando praticamente sozinhos a manutenção da estratégia original.

O racha ganhou força após o desgaste da candidatura de Orleans Brandão, que enfrenta resistência política crescente e dúvidas sobre viabilidade. A avaliação dominante é que o projeto deixou de ser uma construção coletiva e passou a responder mais às decisões pessoais do núcleo liderado por Marcus.

A reunião discutiu quem ainda possui legitimidade para conduzir os rumos do grupo. Orleans surge como peça central de uma disputa que já não controla, pressionado por expectativas que extrapolam sua própria autonomia política.

Enquanto a maioria da família busca recalcular a rota, Marcus insiste em manter um caminho cada vez mais solitário. Na política, isolamento raramente é sinal de firmeza, costuma ser o aviso final de que a liderança deixou de existir antes mesmo do anúncio oficial.