O cerco apertou no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que o governador do Maranhão, Carlos Brandão, explique indícios de descumprimento de decisões da própria Corte em casos envolvendo nepotismo.
De acordo com informações constantes no processo, há relatos de que, mesmo após as determinações judiciais, alguns dos citados teriam continuado a atuar de forma indireta na estrutura administrativa.
Entre os casos mencionados, estão os nomes de Marcus Brandão, que, segundo as alegações, teria mantido influência política e atuação nos bastidores do governo; Ítalo Carvalho, apontado como participante de eventos e ações ligadas à Secretaria de Infraestrutura; e Gilberto Lins Neto, que, conforme os relatos, teria continuado exercendo funções à frente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), inclusive participando de reuniões e recebendo remuneração. Nos bastidores do poder, a exoneração formal teria virado apenas um detalhe burocrático.
Para o STF, o ponto é claro. Se houve uso da máquina pública por quem estava proibido de atuar, pode haver descumprimento direto de ordem judicial, o que eleva o caso a outro patamar.
A ação que originou o processo foi movida pelo Solidariedade, que acusa o governo maranhense de praticar nepotismo cruzado, uma espécie de jogo de cadeiras para manter aliados e familiares orbitando o poder, mesmo diante de restrições legais.
Agora, além de ter que se explicar ao STF, o governo também entra no radar da Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi oficialmente comunicada e pode avançar com novas medidas.
Com informações do site A Carta Política.
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