O capital político do governador Carlos Brandão entrou em rota acelerada de desgaste. Os números da mais recente rodada da pesquisa Quaest escancaram um cenário de erosão contínua: a aprovação da sua gestão despencou para 54% em agosto de 2026, amargando uma perda de 17 pontos percentuais desde o ápice registrado em outubro do ano passado (71%). O que antes era vendido como estabilidade inabalável agora revela fissuras profundas na percepção do eleitorado maranhense.

A curva de aprovação desenha uma ladeira contínua em 2026 – caiu de 71% em outubro/25 para 64% em março/26 e bateu no piso de 54% em agosto/26, perdendo quase um quarto de todo o seu apoio líquido em menos de um ano.
A desaprovação escalou de 23% para 30%, mostrando que a insatisfação popular voltou a bater no teto histórico da série, neutralizando os ganhos de imagem obtidos no final de 2025.

O dado mais sintomático do levantamento é o salto no grupo de indecisos (NS/NR), que quase triplicou, passando de 6% para 16%. O eleitor não apenas deixou de aprovar o governo, como se distanciou da narrativa oficial, mergulhando no descontentamento ou na indiferença.

Com a reprovação em ascensão e uma sangria aberta nos índices positivos, o governo Brandão vê sua margem de conforto encolher drasticamente, expondo a fragilidade de uma gestão que perdeu tração e o rumo diante da opinião pública.