O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem maioria de votos para condenar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão foi praticamente selada na madrugada desta terça-feira (25), com o placar de 6 a 0 a favor da condenação.
Tudo começou após um episódio em 29 de outubro de 2022, na véspera do segundo turno das eleições. Na ocasião, Zambelli perseguiu e apontou uma arma para um homem negro em uma rua do bairro dos Jardins, em São Paulo, depois de uma discussão. A situação ficou ainda mais tensa quando um segurança da deputada chegou a disparar um tiro, o que levou à sua prisão pela Polícia Civil.
O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, votou pela condenação e afirmou que a atitude da deputada foi grave, já que envolveu uma perseguição armada em via pública, em um contexto de tensão política antes das eleições. Mendes classificou o comportamento de Zambelli como “altamente reprovável”.
Outros cinco ministros — Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli — também votaram para condenar a deputada. Toffoli e Zanin anteciparam seus votos, mesmo após o ministro Kassio Nunes Marques pedir mais tempo para analisar o caso.
Apesar da maioria formada, o julgamento ainda não foi encerrado oficialmente porque Kassio pediu vista (mais tempo para análise) quando o placar estava em 4 a 0. No entanto, o cenário já está bem definido: Zambelli deve ser condenada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto e à perda do mandato de deputada.
O Ministério Público Federal (MPF) foi quem apresentou a denúncia, argumentando que Zambelli usou a arma de forma ilegal para intimidar o homem, configurando constrangimento ilegal com uso de arma de fogo. Agora, resta apenas o fim do julgamento para que a decisão seja formalizada.