A campanha eleitoral em Alcântara está esquentando, mas nem todos os candidatos a vereador estão satisfeitos. Quem está do lado do prefeito Nivaldo Araújo já começa a sentir na pele que a preferência dele não é para todo mundo. Alguns aliados estão jogando a toalha, frustrados com o tratamento desigual dentro da própria chapa.
Um dos candidatos, sem papas na língua, desabafou: “Ah mano, isso é difícil concorrer com o vereador de mandato, porque tem a questão do lado financeiro mesmo, que é mais forte, entendeu, dependendo do que o cara atende ou não, isso aí não entra nesse mérito. Tem um lado a questão do deputado, que o deputado olha pro cara que tem mandato, isso aí não tem nem dúvida que o cara, o deputado vai preferir apoiar o cara que já tem uma votação comprovada do que investir em alguém que está começando. E tem a questão também de indicação, que geralmente os vereadores têm indicações aí em todos os polos praticamente, e a gente já sai perdendo de 100 a 0 o cara que está começando.”
A fala desse candidato mostra o desânimo que está tomando conta de quem está tentando começar na política. Eles sentem que, na hora do vamos ver, Nivaldo só quer saber dos “queridinhos” que já têm mandato e uma base de eleitores sólida. Quem está chegando agora, sem tanto dinheiro ou apoio, acaba sendo deixado de lado, sem chances de competir de igual para igual.

Essa desigualdade tem feito com que alguns aliados reconsiderem sua participação na campanha. Eles percebem que, com o prefeito puxando sardinha só para os favoritos, as chances de crescer na política ficam bem mais difíceis. Enquanto os “escolhidos” recebem todo o apoio e visibilidade, os outros têm que lutar para conquistar qualquer espacinho.
Essa situação pode acabar rachando a base do prefeito, que arrisca perder o apoio de muitos aliados insatisfeitos. Se Nivaldo continuar apostando só nos que já estão no poder, pode acabar enfraquecendo sua própria chapa e complicando a eleição.
Com essa estratégia de favorecer os “queridinhos”, Nivaldo corre o risco de afastar aqueles que acreditaram nele e se lançaram na política esperando um tratamento justo. A eleição de 2024 em Alcântara não vai ser só uma disputa de votos, mas também uma prova de como o prefeito vai lidar com os diferentes interesses dentro da sua própria equipe.
Nos últimos dias, o prefeito Nivaldo Araújo, que alardeia ser um “prefeito premiado na educação”, tem sido alvo de ironias e questionamentos. Durante o lançamento do seu comitê central de campanha, algo chamou a atenção de todos: um banner gigante com a palavra “COMITÊ DENTRAL” estampada, um erro crasso que não passou despercebido pelos moradores.

Essa gafe, que em outras circunstâncias poderia ser vista como um simples erro humano, ganha proporções gigantescas quando quem comete é alguém que se orgulha de ser um “medalhista” na área da educação. Afinal, se o prefeito não se preocupa em revisar a grafia correta em um material tão importante, como confiar na sua capacidade de conduzir a educação de todo um município?
Não é novidade que a administração de Nivaldo Araújo não tem entregue grandes resultados, mas deixar de prezar pela norma culta é, no mínimo, um escândalo. Se a gestão que se diz comprometida com a educação não consegue acertar o básico, o que esperar das promessas grandiosas?
Os moradores já começaram a questionar: será que o próximo prêmio que o prefeito vai receber será pela criatividade na troca de letras? Ou será que a nova política educacional é deixar a população “dentrando” em um futuro incerto e mal escrito?
Enquanto isso, o prefeito Nivaldo Araújo segue na sua campanha, tentando convencer os eleitores de que seu governo merece mais quatro anos. Mas, com o “COMITÊ DENTRAL” como símbolo, talvez seja melhor revermos quais são, de fato, as prioridades dessa administração.
Porque, sejamos francos, se é assim que o prefeito “medalhista” cuida da educação, imagine o que ele faz com o resto.

A campanha eleitoral começou com força total, mas o que é evidente é que o atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide, está se esforçando para esconder aliados e amigos durante este período. Em convenção realizada no dia 25 de julho, ele posou sorridente ao lado de um dos investigados na operação “18 Minutos”, deflagrada na quarta-feira (14/8). Trata-se do presidente do seu partido no Maranhão, o Partido Social Democrático (PSD), Edilázio Júnior.
Deixado de lado desde o palanque da convenção, onde foi colocado na segunda fileira, o ex-deputado federal esteve no evento fardado e demonstrando total devoção ao prefeito. Após a operação, Braide não se manifestou sobre o aliado em suas redes sociais nem apareceu junto a ele em compromissos… Será que ele foi “exonerado” da condição de aliado?
Isso não é novidade… Nessa primeira fase da corrida eleitoral, Braide já distanciou até mesmo a família, após o nome de seu irmão, o médico Antônio Carlos Salim Braide, ser envolvido no escândalo do “Clio do Milhão”. Em um vídeo publicado em seu Instagram, o prefeito negou ter qualquer tipo de relação com o próprio irmão.

Mas a relação da família com o veículo abarrotado de dinheiro em pleno ano eleitoral não para por aí. No dia em que o carro foi encontrado, o então funcionário da prefeitura, Carlos Augusto Diniz da Costa, apareceu afirmando ser o proprietário do veículo. No entanto, após essa declaração, foi exonerado do cargo no dia 31 de julho.
E a situação não termina aí. De acordo com imagens de câmeras de segurança, o motorista que deixou o carro com R$ 1.109.350 no porta-malas era Guilherme Ferreira Teixeira, que, em 2019, foi secretário parlamentar de Braide, que na época era deputado federal.
A relação próxima entre Guilherme e Braide continuou até fevereiro de 2023, quando Guilherme deixou o cargo para se tornar assessor técnico do deputado estadual Fernando Braide, irmão de Eduardo Braide.
Os capítulos do escândalo parecem não ter fim…
Com informações do G1

O vereador Ribeiro Neto (PMN) cobrou coerência dos irmãos Braide. Ele se disse assustado ao tomar conhecimento de entrevista nas redes sociais do irmão Fernando Braide eleito deputado afirmando que irá buscar mais recursos para o Fundo Estadual de Combate ao Câncer, enquanto o prefeito Eduardo Braide está a mais de ano sem se manifestar sobre projeto de lei aprovado na Câmara criando o Fundo Municipal.
Eduardo Braide utiliza o combate ao câncer para ganhar popularidade. Segundo Ribeiro Neto nada justifica ter um fundo municipal aprovado pela Câmara, que aguarda apenas a sanção do prefeito para poder contribuir com milhares de famílias a enfrentar essa terrível doença.
O vereador, no entanto, também deveria cobrar que o presidente da Câmara Osmar Filho (PDT) cumprisse com suas responsabilidades e sancionasse o projeto, como prevê a Lei Orgânica do Município nos casos em que o Executivo não cumpre o prazo de 15 dias para se manifestar.

Braide resolveu engavetar com a cumplicidade do presidente da Câmara o projeto de iniciativa de Ribeiro Neto, por dois motivos: se aprovasse perderia a hegemonia eleitoreira de sua família sobre a doença – O Fundo Estadual de Combate ao Câncer é projeto de sua autoria – se rejeitasse, além do desgaste, ainda correria o risco do veto ser derrubado pela Câmara.
O Projeto de Lei nº 279/21 aprovado na Câmara em outubro de 2021 pre2vê que os recursos do Fundo Municipal sejam aplicados na promoção de ações diversas no combate ao câncer, incluindo o diagnóstico e tratamento adequado às pessoas com a doença.
Pelo texto do PL, os recursos do fundo virão de contribuições em valores, doações, bens móveis e imóveis, ou quaisquer outras transferências, de pessoas físicas e jurídicas, público ou privado, nacionais ou estrangeiras. Verbas do município e de convênios fruto de acordos com entidades públicas federais, estaduais, municipais e estrangeiras, também poderão compor o aporte de recursos.
O documento destaca ainda que, ‘as verbas destinadas ao Fundo, têm como objetivo ampliar e fortalecer as entidades de direito público e direito privado, sem fins lucrativos, cuja atividade esteja no combate ao câncer’ e este deve ser ‘com no mínimo de 50% de verbas vindas do SUS’.

Começa na quinta-feira (3) e vai até 1º de abril o prazo para deputados federais e estaduais mudarem de partido sem correr o risco de perder o mandato. Mesmo antes da chamada janela partidária, 39 deputados já deixaram a legenda pela qual foram eleitos em 2018. Por enquanto, o número é bem menor em comparação com a legislatura passada, quando 117 deputados mudaram de sigla no mesmo intervalo de tempo (entre 1º de fevereiro de 2015 e 24 de fevereiro de 2018).
Até o momento, o partido mais beneficiado com as trocas partidárias foi o PL, que ganhou 11 deputados e perdeu apenas 3. Em seguida, o Republicanos recebeu 4 deputados e perdeu 1.
O cenário eleitoral está entre os principais motivos para a troca de partido.
A fusão ou incorporação de partidos é outra motivação para mudança de legenda, especialmente fora do período da janela partidária. Em 2019, quando a cláusula de barreira passou a vigorar, houve a incorporação do Partido Republicano Progressista (PRP) ao Patriota; e do Partido Pátria Livre (PPL) ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Três deputados do PRP optaram por seguir para outras legendas: PSL, PL e PSD.
No ano passado, o TSE aprovou o pedido de incorporação do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) ao Podemos (Pode). No entanto, seis deputados do PHS foram para outras legendas: três para o PL, dois para o PP e um para o DEM.
Bancadas
A expectativa é que as trocas durante a janela partidária alterem a composição das bancadas na Câmara dos Deputados. O partido União Brasil, resultante da fusão do PSL com o DEM, conta atualmente com a maior bancada, de 81 integrantes. Antes da fusão, o PSL tinha a maior bancada, com 55 deputados. O segundo lugar permanece com o PT, com 53 deputados.
Nas eleições de 2018, 30 partidos elegeram representantes para a Câmara dos Deputados. Com a fusão recente e outras incorporações e trocas de legenda, o número de siglas caiu para 23.
Com informações da Agência Câmara de Notícias

A desaprovação de Bolsonaro é maior no Sudeste e Nordeste do que em outras regiões do Brasil, é o que aponta a pesquisa Exame/Idea. Segundo o levantamento, 66% dos nordestinos desaprovam a gestão do atual presidente. Em janeiro este índice era de 40%. No Sudeste, a reprovação alcança 54%, ante 35% da pesquisa anterior.
Leia: Auxílio Brasil usa dados de 2010 e deixa milhões de brasileiros na pobreza
A soma da população das duas regiões representa quase 70% da população do país e são consideradas de extrema importância no jogo eleitoral de 2022.
Sabendo disso, Bolsonaro tem intensificado as viagens às duas regiões. Nos últimos três meses, Bolsonaro realizou ao menos sete viagens oficiais para o Nordeste e outras sete para o Sudeste. As regiões Norte, Sul e Centro-Oeste foram visitadas três vezes cada uma no mesmo período.
De acordo com o estudo, o governo Bolsonaro é desaprovado por 55% dos brasileiros, pouco abaixo do recorde registrado em julho, quando este índice chegou a 57%.
A pesquisa ouviu 1.277 pessoas por telefone entre os dias 18 e 22 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.