Reportagem do Metrópoles reúne mensagens e relatos que apontam suposto assédio eleitoral em Campestre do Maranhão; prefeito ainda não se manifestou
O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda (PSB), é acusado de ameaçar demitir servidores municipais que não apoiarem a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A denúncia foi publicada nesta sexta-feira (7) pelo Metrópoles, que afirma ter obtido mensagens, áudios e relatos de servidores segundo os quais o gestor estaria utilizando a estrutura da administração municipal para pressionar funcionários durante a campanha eleitoral.
Segundo a reportagem, uma das mensagens atribuídas ao prefeito foi enviada no último dia 4 de agosto, durante a convocação para um culto realizado no município. No texto, Bermuda teria escrito: “Todos Flávio Bolsonaro. Quem votar em Lula, após a eleição, tá na rua.” O veículo também afirma que as ameaças teriam ocorrido em grupos de mensagens utilizados por servidores da prefeitura e ouviu funcionários que relataram receio de retaliações caso não sigam a orientação política do prefeito.

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As mensagens atribuídas ao prefeito também fazem referência ao apoio aos “nossos pré-candidatos”. Fernando Bermuda declarou publicamente apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Maranhão e aos deputados federais Fábio Macedo (Podemos) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), além de manifestar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

O caso surge em meio ao início da corrida eleitoral e aumenta a temperatura da disputa presidencial no Maranhão. Se confirmadas, as ameaças podem caracterizar assédio eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira por utilizar a estrutura do poder público para influenciar o voto de servidores. Até o momento, o prefeito Fernando Bermuda não havia se manifestado sobre as acusações.