Felipe Camarão pode chegar à disputa pelo Governo do Maranhão em 2026 com um arco de alianças que pode reunir até oito partidos, dentro de uma articulação que envolve diferentes federações e lideranças políticas.
A base desse movimento é a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. O grupo deve ter papel central na montagem da chapa majoritária e também na definição das candidaturas ao Senado.
Dentro dessa construção, a senadora Eliziane Gama passou a ser tratada como um dos nomes cotados para o Senado. Ela deixou recentemente o PSD e se filiou ao PT, reforçando o campo ligado ao governo federal no estado e ampliando o peso político da federação.
A presença de Eliziane na chapa também pode abrir espaço para a aproximação da Federação PSDB-Cidadania, que hoje tem influência do ministro Juscelino Filho. Nos bastidores, ele é apontado como um nome com trânsito no campo político ligado ao ex-governador Flávio Dino.
Outro bloco que mantém diálogo com o entorno de Felipe Camarão é a Federação PSOL-Rede. Com isso, o grupo pode reunir PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, PSOL e Rede, ampliando o alcance da aliança para além dos partidos mais tradicionais da esquerda.
Nesse cenário, o PSB já é tratado como parte do bloco de Camarão. O apoio da sigla foi reforçado pelo deputado estadual Othelino Neto, dirigente estadual do partido, que afirmou ao blog Marco Aurélio d’Eça que o PSB dará apoio incondicional a Felipe Camarão, seja para o Governo do Estado, seja para o Senado.
Na composição da chapa, também aparece a discussão sobre a segunda vaga ao Senado ser ocupada por um nome mais identificado com os movimentos sociais. Entre os nomes citados nos bastidores está o da liderança quilombola Antônio do Cariongo (PSOL).
Mesmo sendo vice-governador, Felipe Camarão está rompido politicamente com o governador Carlos Brandão e hoje atua em um campo próprio dentro da sucessão estadual.
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