O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu não comparecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (26/3), durante o julgamento da denúncia contra ele, por medo de ser preso ou de ter que usar tornozeleira eletrônica.
Desde a noite de terça-feira (25/3), aliados e advogados de Bolsonaro estavam bastante preocupados com rumores de que o ministro Alexandre de Moraes poderia aproveitar a presença dele no STF para tomar alguma medida mais dura, como decretar prisão preventiva ou impor o uso da tornozeleira.
A tensão foi tão grande que os advogados do ex-presidente se reuniram às pressas naquela noite, em um jantar em um restaurante de carnes no Lago Sul, área nobre de Brasília. Participaram do encontro os advogados Celso Vilardi e Fabio Wajngarten, que discutiram os riscos e decidiram que a melhor série de Bolsonaro não compareceu à sessão do STF no dia seguinte.
A decisão foi tomada como uma forma de precaução, para evitar surpresas tomadas em um momento tão delicado para o ex-presidente.